Andrei, um jovem de dezessete anos, mora com sua mãe e duas irmãs, estuda em uma das melhores escolas da cidade graças a pensão do pai, retribui a chance com ótimas notas e sendo o primeiro da classe. Um garoto normal, pelo menos por enquanto.
-O jantar está na mesa! disse Helena, mãe dos três irmãos.
Andrei andava muito pensativo e não descera para comer. Estava entediado da vida, era sempre a mesma coisa, queria algo inovador, que o animasse e o empolgasse. Pensava, e nunca tinha nenhuma ideia, tudo que podia fazer era aceitar a vida que tinha e abusar da enorme paciência que possuía.
-Não vai descer meu filho?
-Hoje não mãe, amanha tenho prova, preciso descansar. Ficarei por aqui até que o sono venha.
-Está bem então, qualquer coisa estaremos la em baixo.
Ficou deitado em sua cama olhando para o teto até adormecer, a noite passou rápido e logo acordou. Sentou na cama e começou a lembrar do estranho sonho que teve, nele, estava presenciando o atropelamento de uma mulher em frente ao banco central da cidade. Apenas pensando ter tido um pesadelo, se arrumou e logo foi para a escola.
-Iai Andrei, pronto pra prova?, haha, como se nunca estivesse. Disse seu amigo Renan.
-É, como sempre sei tudo e provavelmente tirarei um dez, nada de diferente.
-Me admiro com a sua felicidade de ser inteligente.
-Haha. Ri Andrei.
A vida rotineira ainda o incomodava, o tédio ainda o perseguia e nunca conseguia fazer nada para mudar isso. Em casa, após a escola assistiu um filme com as irmãs para distrair, ambas tem sete anos, passou o resto do dia estudando e em seguida foi dormir. Sem perceber, acordou com o barulho do despertador e desceu para tomar o café da manhã.
-Bom dia meu filho, coma logo, o pão está quentinho.
-Bom dia mãe, onde estão Geovana e Mariana?
-Vão dormir um pouco mais, hoje tem excursão para o zoológico mais tarde.
Tomando seu café, Andrei de repente lembra do sonho da noite passada, avistava bem de perto um homem sendo baleado perto da lanchonete por onde passava para chegar a escola. Ignorou e logo saiu, no decorrer do dia, nada inovador, apenas o convite de Renan para ir a lanchonete perto do colégio.
-Então cara, o que vai comer?
-Talvez um salgado, não estou com muita fome.
-Nossa, aqui vai metade da minha mesada, tava louco pra comer a coxinha deste lugar, é hoje que passo a noite no banheiro.
-Por que não tem quase ninguém aqui? essa hora costumava ficar cheio. Perguntou Andrei.
-Essa manhã teve um assalto, as pessoas estão meio assustadas, mas não to nem aí, tudo que me interessa é essa coxinha!
Chegando ao fim da tarde, ambos foram para as suas casas, Andrei ficou um tempo com a sua família e logo foi dormir. Nas duas ultimas noites, teve dois sonhos muito estranhos, e no decorrer do tempo pelo menos umas três vezes por semana sonhou coisas parecidas, diferentes pessoas morrendo de diferentes formas. Começou a achar isso muito intrigante, mas sempre ignorava, até o dia em que estava assistindo televisão e uma notícia o deixou de boca aberta.
"Uma senhora de 45 anos leva dois tiros no peito e morre ao chegar ao hospital."
Andrei, sem conseguir se mexer, começa a lembrar do sonho da noite passada e percebe que nele aconteceu a mesma coisa que a notícia dizia. Chocado e sem nenhuma reação, permanece sentado e naquele mesmo lugar passa o resto a noite.
Aqui acaba o primeiro capítulo, espero seus comentários, escrevam o que bem entenderem, estou aqui para ser avaliado.
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