segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Terceiro Capítulo

Alguns dias se passaram, depois daquele acontecimento, Andrei não sabia o que fazer, pensou em contar para alguém mas não existia uma pessoa certa para isso, não queria assustar sua família e a última escolha era seu amigo Renan, porem o chamaria de louco, não se assustaria pois ele mesmo se intitulava assim. Durante a semana confirmou mais dois sonhos e não poderia chamar isso de coincidência. Na noite passada, um novo sonho, talvez a melhor definição seria pesadelo, um operário sofre acidente em uma obra a quatro quadras de sua casa caindo do terceiro andar de um prédio em construção.
-É hoje que aumento mais um pouco meu grau de loucura, não sei porque continuo indo ao local desses acidentes, fico apenas olhando e não faço nada, talvez seja hora de aceitar e tomar alguma atitude.
Chegando na tal obra, fica sem ação, o medo e a insegurança o dominavam, não conseguia se mexer. O tempo passou e não foi possível evitar, o homem cai do prédio e Andrei nada pode fazer. Sem perceber, o estranho que observava seu quarto do outro lado da rua estava presente em todos os acontecimentos. Voltando para casa, percebe que está sendo seguido, assustado, acelera o passo, vira uma esquina e se esconde em um beco. De repente olha para trás e se depara com o homem olhando fixamente em seus olhos. Suas pernas se petrificaram, tudo que podia fazer era ficar ali e ver o que ele queria.
-Quem é você e o que quer? Perguntou Andrei.
-Me chamo Gabriel, talvez eu tenha as respostas que você procura.
-Primeiro, como veio parar atrás de mim? e por que me disse isso?
-Do jeito que sua vida anda, deveria estar acostumado com coisas estranhas acontecendo.
-O que você sabe sobre mim? e quem realmente você é?
-Sei que passa por um momento bem diferente e tenho algumas respostas para algumas de suas perguntas.
-Ainda não me respondeu uma, quem realmente você é?
-Bem, essa não se encaixa nas perguntas que posso responder, te convido para dar uma volta, assim poderemos conversar sobre isso. Creio que na sua situação, não tem outra escolha e mais ninguém a quem recorrer.
Andrei realmente não tinha outra opção e aceitou o convite de Gabriel. Caminharam para um lugar mais calmo e apropriado para se ter a tal conversa.
-Então, o que tenho para dizer acho que você ja sabe. Disse Gabriel
-Só sei que da noite pro dia minha vida mudou completamente e não sei como lidar com isso.
-Não era o que você queria? estava entediado procurando algo novo, pois então, você achou.
-Como você sabe disso?
-Haha, essa também nao poderei responder. Você tem um dom, precisa levar isso a sério, já está na hora de começar a agir.
-Então é assim? agora virei um super-herói destinado a salvar as pessoas que vejo morrendo em meus sonhos? isso é um absurdo, não tem lógica.
-Não é para entender e sim para aceitar e seguir em frente com isso, ou prefere deixar que essas pessoas morram sendo você o único que pode salvá-las?
-Sou obrigado a concordar com você, eu nao seria capaz de conviver com esse peso. Onde eu posso encontrá-lo?
-Fique tranquilo, eu sempre estarei por perto quando for preciso.
Sem mais perguntas sobre Gabriel, pois ja tinha se acostumado a ficar sem resposta, Andrei volta para casa. Ciente de tudo, toma um novo rumo em sua vida, que agora está de cabeça para baixo. Se sente inseguro, mas decicido a enfrentar essa nova condição.

Segundo Capítulo

Acordou horas depois, a noite foi tranquila, porem o estranho acontecimento o assombrou pelo resto do dia. Era sábado, passou todo o tempo em seu quarto afastado de todos pensando no assunto. No fim, tomou uma decisão, da próxima vez que tiver um sonho daquele, quando acordasse iria até o local onde nele se encontrava.
-Irmaozão, por que passou o dia todo aqui? Perguntou Geovana
-Só estou com dor de cabeça e cansado, amanha estarei melhor.
Se passaram dois dias, até que Andrei finalmente teve um novo encontro com a morte em seus sonhos, presenciava uma batida entre dois carros em frente ao supermercado onde sua mãe costuma fazer compras, parecia estar em torno de meio-dia, pois estava bem claro e o comércio em volta estava fechando as portas. Rapidamente se arrumou, no relógio marcava dez da manhã.
-Meu filho onde você está indo com tanta pressa? Perguntou sua mãe.
-Vou encontrar uns amigos, estou atrasado!
Sem mais explicações, Andrei corre até o supermercado, era longe de sua casa. Chegando lá, o ambiente estava normal, encostado em uma parede do outro lado da rua, espera até que algo aconteça. Depois de um tempo, meio-dia, as lojas fechando as portas tudo estava na perfeita paz. Atento, não desfixava os olhos do local do possível acidente, passaram-se alguns minutos e nada.
-Devo estar ficando maluco, corri até aqui para presenciar uma coisa que aconteceu nos meus sonhos, o que estou achando que sou? Pensou Andrei.
Cansado de esperar, começa o caminho de volta para casa, após alguns passos escuta um estrondoso barulho e um pedaço de vidro passa de raspão em seu rosto. Olhou para trás e viu a mesma cena da noite passada, ficou em estado de choque, mas criou coragem e se aproximou. As duas pessoas que dirigiam os respectivos carros estavam mortas. Em poucos instantes uma ambulância chegou e logo a multidão que observava a tragédia foi se dispersando. Andrei volta lentamente para casa, nada em seu pensamento, apenas um grande vazio.
-Andrei! onde você estava? estávamos te esperando pro almoço! Disse sua irmã Mariana.
-Filho, o que aconteceu? você está pálido.
-Não é nada mãe, é só aquela dor de cabeça me atormentando de novo. Vou pro meu quarto, estou sem fome.
-Mas vai ficar sem almoçar? Perguntou sua mãe.
-Não se preoupe, daqui a pouco eu desço e como alguma coisa, só quero ficar quieto um pouco.
Deitado em sua cama passa o resto da tarde, apenas olhando pro teto e buscando alguma explicação.
-Não é possível, o que está acontecendo comigo? será a maior coincidência que ja vi? não pode ser, seria impossível, isso é demais para a minha cabeça, vou acabar ficando louco.
Passou horas e horas em seu quarto, aquilo nao saía de sua cabeça, e como poderia? sem perceber o tempo passar, acaba adormecendo. Sem nem imaginar, um estranho homem observa a janela do seu quarto do outro lado da rua. E mais um dia se vai, sem respostas, fatos estranhos envolvem a vida de Andrei. De uma forma bem diferente, começa a conseguir a empolgassão que tanto queria.




Por enquanto, capítulos curtos, só para ver o interesse de vocês e se continuarei escrevendo.

domingo, 9 de agosto de 2009

Primeiro Capítulo (Por enquanto, sem títulos, tanto para o livro quanto para os capítulos.)

Andrei, um jovem de dezessete anos, mora com sua mãe e duas irmãs, estuda em uma das melhores escolas da cidade graças a pensão do pai, retribui a chance com ótimas notas e sendo o primeiro da classe. Um garoto normal, pelo menos por enquanto.
-O jantar está na mesa! disse Helena, mãe dos três irmãos.
Andrei andava muito pensativo e não descera para comer. Estava entediado da vida, era sempre a mesma coisa, queria algo inovador, que o animasse e o empolgasse. Pensava, e nunca tinha nenhuma ideia, tudo que podia fazer era aceitar a vida que tinha e abusar da enorme paciência que possuía.
-Não vai descer meu filho?
-Hoje não mãe, amanha tenho prova, preciso descansar. Ficarei por aqui até que o sono venha.
-Está bem então, qualquer coisa estaremos la em baixo.
Ficou deitado em sua cama olhando para o teto até adormecer, a noite passou rápido e logo acordou. Sentou na cama e começou a lembrar do estranho sonho que teve, nele, estava presenciando o atropelamento de uma mulher em frente ao banco central da cidade. Apenas pensando ter tido um pesadelo, se arrumou e logo foi para a escola.
-Iai Andrei, pronto pra prova?, haha, como se nunca estivesse. Disse seu amigo Renan.
-É, como sempre sei tudo e provavelmente tirarei um dez, nada de diferente.
-Me admiro com a sua felicidade de ser inteligente.
-Haha. Ri Andrei.
A vida rotineira ainda o incomodava, o tédio ainda o perseguia e nunca conseguia fazer nada para mudar isso. Em casa, após a escola assistiu um filme com as irmãs para distrair, ambas tem sete anos, passou o resto do dia estudando e em seguida foi dormir. Sem perceber, acordou com o barulho do despertador e desceu para tomar o café da manhã.
-Bom dia meu filho, coma logo, o pão está quentinho.
-Bom dia mãe, onde estão Geovana e Mariana?
-Vão dormir um pouco mais, hoje tem excursão para o zoológico mais tarde.
Tomando seu café, Andrei de repente lembra do sonho da noite passada, avistava bem de perto um homem sendo baleado perto da lanchonete por onde passava para chegar a escola. Ignorou e logo saiu, no decorrer do dia, nada inovador, apenas o convite de Renan para ir a lanchonete perto do colégio.
-Então cara, o que vai comer?
-Talvez um salgado, não estou com muita fome.
-Nossa, aqui vai metade da minha mesada, tava louco pra comer a coxinha deste lugar, é hoje que passo a noite no banheiro.
-Por que não tem quase ninguém aqui? essa hora costumava ficar cheio. Perguntou Andrei.
-Essa manhã teve um assalto, as pessoas estão meio assustadas, mas não to nem aí, tudo que me interessa é essa coxinha!
Chegando ao fim da tarde, ambos foram para as suas casas, Andrei ficou um tempo com a sua família e logo foi dormir. Nas duas ultimas noites, teve dois sonhos muito estranhos, e no decorrer do tempo pelo menos umas três vezes por semana sonhou coisas parecidas, diferentes pessoas morrendo de diferentes formas. Começou a achar isso muito intrigante, mas sempre ignorava, até o dia em que estava assistindo televisão e uma notícia o deixou de boca aberta.
"Uma senhora de 45 anos leva dois tiros no peito e morre ao chegar ao hospital."
Andrei, sem conseguir se mexer, começa a lembrar do sonho da noite passada e percebe que nele aconteceu a mesma coisa que a notícia dizia. Chocado e sem nenhuma reação, permanece sentado e naquele mesmo lugar passa o resto a noite.


Aqui acaba o primeiro capítulo, espero seus comentários, escrevam o que bem entenderem, estou aqui para ser avaliado.







Começo...

Bem, hoje começo a escrever um livro e postarei os primeiros capítulos neste blog. Meu objetivo é ver o interesse de vocês para conseguir a mais difícil resposta para a mais difícil pergunta, "continuar com essa ideia ou nao?". Abaixo segue a sinopse, divirtam-se.

"Andrei, um jovem garoto de 17 anos, classe média, enjoado de sua vida dominada pela rotina e sempre tendo como companheiro o tédio, começa a ter sonhos com diferentes pessoas morrendo de diferentes formas todas as noites. Assustado, porem sem nunca perder a calma, apenas espera que eles acabem. Andrei tinha como explicação a coincidência até ver um de seus sonhos se repetir no jornal. Pasmo e sem reação, busca uma nova explicação, e mal imagina como será sua vida dali pra frente, e quão emocionante e enigmática a mesma será."